Sol ofuscante que inunda todo o universo com Teus raios, abre o Lótus do meu coração diante de Tua Luz, eu Te imploro, ó Arunachala! V.27
Ali (no coração) repousas tranquilamente! Deixa-me submergir no Teu mar de alegria...
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Bhagavan e os animais
Pode ser chocado um ovo quebrado?
Eram as primeiras horas da manhã no salão de Sri Bhagavan. Ele havia tomado Seu banho e agora ia para o canto mais afastado do salão para pegar Sua toalha, que estava pendurada em um bambu suspenso horizontalmente, numa das extremidades do qual uma pardoca tinha construìdo seu ninho, em que havia posto três ou quatro ovos.
No movimento de pegar Sua toalha, a mão de Bhagavan esbarrou no ninho, que balançou violentamente fazendo com que um dos ovos caísse no chão.
Desta forma o ovo se quebrou; Sri Bhagavan ficou consternado. Ele chamou Madhava, seu assistente pessoal: " Olhe o que eu fiz hoje! " Assim dizendo, Ele pegou o ovo quebrado em Suas mãos, olhou para ele com Seus olhos ternos e exclamou: " Oh! a pobre mãe ficará tão triste e ferida, talvez zangada comigo também, por ter causado a destruição do seu esperado pequenino! Poderá a casca quebrada ser emendada novamente? Vamos tentar!"
Assim dizendo, Ele pegou um pano, molhou-o, enrolou-o em torno do ovo quebrado e colocou-o de volta no ninho da mãe. A cada três horas Ele pegava o ovo quebrado, removia o pano, colocava o ovo em Sua palma rosada e olhava para ele com seus olhos ternos, por vários minutos.
O que Ele realmente estaria fazendo naquele momento? Como podemos saber? Estaria Ele enviando, com aqueles maravilhosos olhares de Graça gentil, raios de energia vivificante para o ovo quebrado, colocando até mesmo novo calor e vida nele? Este é um mistério que ninguém pode solucionar. Todavia Ele continuava dizendo: " Deixe a quebradura ser curada! Não pode ser chocado mesmo assim? Permita que o pequenino venha deste ovo quebrado!"
Esta solicitude ansiosa e terna de Sri Maharshi continuou dia após dia por cerca de uma semana. Assim, o afortunado ovo permaneceu em seu ninho com seu pano-atadura molhado, apenas para ser acariciado por Sri Maharshi com divino toque e olhar bondoso. No sétimo dia ,Ele apanhou o ovo e com o assombro de um escolar, exclamou: " Vejam que maravilha! A rachadura se fechou e assim a mãe ficará feliz e chocará seu ovo afinal! Meu Senhor libertou-me do pecado de causar a perda de uma vida. Vamos aguardar pacientemente que o abençoado pequenino apareça!"
Alguns poucos dias se passaram e afinal, em uma linda manhã, Bhagavan descobriu que o ovo havia sido chocado¹ e que o pequenino pássaro tinha nascido. Com um sorriso alegre em Seu rosto radiante com sua luz habitual, Ele pegou o pequenino em Suas mãos, acariciou-o com os lábios, afagou-o com Sua mão suave e passou-o a todos os presentes, para que o admirassem. Por fim recebeu-o de volta em Suas próprias mãos, tão feliz porque o pequeno germe de vida tivesse sido capaz de evoluir apesar do infeliz acidente acontecido ao embrião.
Ah!, quanto cuidado pelo significado da criação! Não foi o coração do verdadeiro Budha que derramou lágrimas de ansiedade à quebra da casca do ovo, e depois lágrimas de alegria ao nascimento do pequeno? Poder-se-ía perceber ou imaginar um leite de bondade mais doce do que este?
*¹ - A maravilha aqui é que o pássaro compreendeu o suficiente para sentar-se sobre o ovo mesmo após ele ter sido manipulado por mãos humanas. Quem pode realmente dizer o quanto o entendimento de um animal pode conduzi-lo em direção à verdade?
Aos pés de Bhagavan - Folhas do diário de T.K. Sundaresa Iyer
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Osho - A arte de viver
Nunca fui uma pessoa séria...
Não sou sério de jeito nenhum
porque a existência não é séria.
É tão brincalhona
tão cheia de canção
tão cheia de música
é tão cheia de risos sutis.
Ela não tem nenhum propósito;
não é como um negócio.
Ela é pura alegria
pura dança
de uma energia transbordante.
Estou aqui para dar liberdade a vocês...
não digo para me imitar
e não digo para ser como eu.
Não dou a vocês nenhum ideal a seguir
e não dou nenhuma ideologia
Simplesmente deixo vocês livres
de todas as ideologias e de todos os ideais...
livre de todos os condicionamentos.
Sakurá (Cerejeira)
A flor nacional do Japão, é símbolo de felicidade: é na época de seu florescimento que as crianças iniciam o ano escolar, que os recém formados saem em busca de trabalho. O chá de pétalas de sakurá é utilizado em rituais como casamentos e ocasiões festivas. Na época de seu florescimento, são realizadas as festas chamadas de “hanami, ao ar livre, debaixo das cerejeiras em flor.
Singela e efêmera, a flor sakurá também tem seu lado trágico. Para os antigos samurais não havia glória maior do que morrer num campo de batalha coberto de pétalas de cerejeira. No teatro Kabuki, esse cenário indica que haverá um movimento do vilão ou acontecerá uma tragédia.
Estima-se que, no Japão, existam perto de 200 espécies de cerejeiras, com flores que vão do vermelho ao branco, passando pelo rosa e pêssego.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Savana/Acácia
"A terra é insultada e oferece suas flores como resposta."
* Rabindranath Tagore *
A Acácia a árvore da vida. Suas flores cegam, suas sementes matam, as suas raízes curam. A semente é o veneno; a raiz o antídoto.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Assinar:
Postagens (Atom)








